BIOGRAFIA

Infância

      Eu sou o Luiz Henrique Mandetta, quinto filho da dona Maria Olga Solari Mandetta e do Hélio Mandetta. Eu nasci no dia 30 de novembro de 1964, sou um sagitariano, nascido na maternidade Cândido Mariano. Minha infância foi dentro de uma casa com cinco filhos e eu era o caçula, Hercules o mais velho, Maysa, Myriam e Martha.

      Nós morávamos na Rua Barão do Rio Branco, num tempo em que Campo Grande tinha famílias grandes, nós éramos inúmeras crianças numa Campo Grande que não tinha problema de segurança. Minha vida foi solto nas ruas, nos quintais, andando de bicicleta, soltando pandorga, jogando bola.

     Uma infância muito boa, muito feliz, perto do estádio Belmar Fidalgo, que era pra nós o Maracanã. Lá eu conheci e convivi com a Liga Esportiva Municipal Campo-grandense, a LEMCG, Seu Ferramenta e seus filhos que sempre abriam o portão e liberavam aquele gol enorme pra gente jogar.

      Estudei no Colégio Dom Bosco, também um colégio na época só de meninos, onde fiz grandes amizades com grandes personalidades da nossa sociedade que eu conheci de calça curta. Onde tive uma base religiosa muito forte, presença muito intensa nos esportes. Fui nadador da equipe de natação do Rádio Clube e da equipe de natação do Colégio Dom Bosco.

    Eu joguei no time de futebol do Colégio Dom Bosco, ali que eu fiz minhas primeiras viagens de trem para Três Lagoas, Corumbá, Ponta Porã, competindo e convivendo com o lado mais sadio da sociedade através do esporte.

Primeiro trabalho


     Na nossa família quando a gente fazia doze a treze anos, nós netos do seu Hercules Mandetta, o nosso Babu, íamos no verão durante as férias para a fábrica de guaraná Tupi, ali na Rua 26 de Agosto. Naquela fábrica, as meninas ficavam no caixa, os meninos mais velhos, o William meu primo e Hercules ficavam na coisa mais pesada, aprendiam a dirigir caminhão, carregavam as caixas.

       O meu primeiro trabalho na vida foi ali, quando a pessoa entregava um engradado de casco vazio, eu tinha que ver se o refrigerante não estava com o bico quebrado, se não tinha papel dentro, se não tinha canudo, aí jogava aquilo tudo fora e confirmava que podia trocar o casco.De vez em quando tinha umas figuras que amassavam a tampilha e jogavam dentro da garrafa, eu ficava horas com um ferrinho tentando tirar a tampilha dali. Até hoje quando eu não tenho o que fazer, jogo uma tampilha na garrafa e fico tentando tirar, lembro do guaraná Tupi, lembro da primeira coisa que eu fiz na vida, que foi ser um limpador de garrafa.

       Ali eu também convivi muito com o Mercadão, com as grandes famílias dos japoneses, com o pessoal da carne, da Izabel, do Seu Mário, Diomedes Jara na Selaria, ali era aonde agente ia e sempre tinha uma banana, uma maçã, alguma coisa pra alegrar a nossa infância, nossa adolescência. Lembro muito de levar jornais que eu recolhia na vizinhança pra vender pro pessoal embrulhar as verduras e os alimentos, tudo isso era feito de bicicleta, como se Campo Grande fosse um quintal e a gente tivesse solto.


Adolescência

         Quando fiquei adolescente, com 15 anos, fui pros Estados Unidos da América fazer intercâmbio na casa de uma família bem pequena. Uma família judaica onde eu conheci outra cultura, outra religião e travei vínculos de amizade com eles, que até hoje são cultivados. Vieram muitas vezes aqui para o Brasil, então eu posso dizer que lá eu tive pai, mãe e irmãos americanos e foi muito importante porque me fez ver outra sociedade, outro povo, outra maneira de ver a vida.

         Depois eu fui pro Rio de Janeiro, fiz o vestibular pra Medicina, inspirado em alguns médicos que são verdadeiros gigantes. Meu pai, Dr. Hélio Mandetta, realmente foi o grande inspirador para que eu fizesse medicina, mas meu tio Dr. William Maksoud, Dr. Gil Tognini, Dr. Carlos Alberto Jurgielewiczi, Dr. Edgar Sperb, todos eles muito intensos no trato com as pessoas e eu entendi que aquele caminho era muito nobre, de tentar amenizar o sofrimento e salvar vidas.


  Medicina

      Fui para o Rio de Janeiro, passei no vestibular, cursei seis anos de Medicina na Universidade de Gama Filho, aonde eu me formei em 1989. Foi durante o curso de Medicina, que eu conheci a minha mulher, a mais bonita da sala, mais bonita da faculdade, mais bonita do mundo, Terezinha.

      Logo que me casei aos 25 anos, me formei e nós resolvemos vir pra Campo Grande fazer a residência no serviço de Ortopedia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, pois eu sabia que através dos ensinamentos do serviço chefiado pelo meu pai, eu teria muita oportunidade de aprender, com aquele que além de pai passava naquele momento a ser o meu mestre.

     Foram três anos intensos de muitas noites sem dormir, de muito estudo, com muita dedicação a esse conceito de movimento, conceito de vida que é o conceito da Ortopedia, da qual terminei a residência em 1993.

     Na seqüencia fui trabalhar no Hospital Militar, onde servi como médico militar, tenente. Iniciei meus serviços no 20° Regimento de Cavalaria Mecanizada. Fui trabalhar no Hospital Geral do Exército aonde conheci o espírito do serviço militar, grande amigos, foi muito bom servir a família militar.

     Fiz o concurso público, fui admitido como medico do corpo clínico da Santa Casa de Campo Grande, em Março de 1993, onde eu iniciei o atendimento nos plantões do Centro Cirúrgico do Pronto Socorro, até 1995
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Ortopedia infantil 
 
Nesse ano, fiz um prova internacional e fui selecionado pra fazer uma sub especialização dentro da Ortopedia, havia decidido me dedicar às crianças com dificuldade de movimento, fui selecionado dentre 20 postulantes a vaga, eu e um amigo da Coréia fomos aprovados para fazer ortopedia pediátrica no maior centro de ortopedia infantil dos Estados Unidos, na cidade de Atlanta, GA, no ScottishRite Hospital for Children.

       Foram meses de aprofundamento na ciência, antes de retornar pra Campo Grande, que semprefoi o meu foco e trabalhar para o meu povo aqui do meu estado. Quando retornei, passei a me dedicar exclusivamente às crianças e adolescentes, aqueles pacientes de zero a 21 anos com dificuldades de movimento.

     Isso me aproximou muito das pessoas com deficiência, das famílias, onde convivi não só do lado médico, mas do lado social, o lado familiar. Percebi o enorme drama desse país, a pessoa ter um filho com deficiência. O índice de separação de casais é altíssimo, mais alto que o índice normal da sociedade, as mães sobrecarregadas, e as crianças sem nenhum tipo de acesso público a serviços mais qualificados, com dificuldades no seu ir e vir, com dificuldades de cidadania, com pouquíssima inclusão.

   Foi  quando iniciei o trabalho com as APAES os trabalhos com a Pestalozzi, com todo estado de Mato Grosso do Sul para que a gente pudesse diminuir o sofrimento dessas famílias.


Gestão em Saúde

     Em 1998, fui eleito conselheiro fiscal da Unimed de Campo Grande. Em 1999 fui eleito presidente do conselho fiscal da Unimed Campo Grande, em 2000 conselheiro técnico da Santa Casa de Campo Grande. Em 2001 presidente da Unimed Campo Grande. De 20001 a 2004, presidi a cooperativa e fiz na gestão a opção pela profissionalização da gestão objetivando para todos os setores o princípio do mérito, trazendo pela primeira vez a Fundação Getúlio Vargas.

     Fui o primeiro presidente a fazer um MBA em Gestão de Sistemas de Saúde, para poder entender como bem servir às milhares de pessoas que confiam e confiavam naquela época na Unimed. Foram anos de profundas transformações, a cooperativa deu resultados, pela primeira vez na sua história ela distribuiu sobras financeiras para os cooperados.

    Foi quando adquirimos o antigo Hospital Miguel Couto, agora o Hospital da Unimed na Av. Mato Grosso. Foi pago totalmente a vista,
quitado. Foi adquirido todo o plano de saúde do sistema Adventista também naquela ocasião, foi ampliado o número de cooperados e uma marca daquela gestão foi que em três anos de administração foram feitas mais assembléias para participação dos cooperados do que nos 30 anos anteriores a existência daquela cooperativa.

  Promovi a alteração do estatuto para que ninguém pudesse mais ter reeleições indeterminadas, e que se houvesse alternância das presidências para se formar novas lideranças. A rede de laboratórios de Campo Grande passou a ter o pagamento diferenciado de acordo com a certificação ISO, aqueles que conseguiram certificações maiores recebiam mais, isso teve reflexos enormes na qualidade do exame de sangue pra todo o Mato Grosso do Sul com aquele hábito de se fazer certificação dos laboratórios.

      Naquela época optamos por fazer todos os boletos da Unimed pelos correios da Pestalozzi auxiliando de uma maneira muito intensa para que a Pestalozzi tivesse fontes de recurso suplementares.


Secretaria Municipal de Saúde  

     Quando terminei a gestão como Presidente da Unimed Campo Grande, fui convidado para assumir a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande em 2005. Era um período extremamente crítico da saúde na nossa capital, o sistema hospitalar completamente em crise, assumi no dia 1° de Janeiro de 2005, com a Santa Casa com um cadeado e corrente e o Pronto Socorro fechado. A maternidade Cândido Mariano em situação critica de endividamento os hospitais filantrópicos todos em processo de fechamento de leitos, a rede municipal de saúde com as suas estruturas totalmente obsoletas, um período extremamente difícil da saúde pública.

        Foi quando reabrimos a Santa Casa com a responsabilidade de entrar e procurar encontrar caminhos para aquela instituição, tão necessária para o nosso sistema de saúde.  Foi quando ao identificar a fragilidade, fizemos o primeiro contrato por metas que foi adotado por todo o Brasil, que foi a contratualização dos hospitais, pagando não só pelo que produz, mas como produz, colocando metas de qualidade nos hospitais.

      Paralelo a isso, encontrei a Secretaria de Saúde com 3 mil e quarenta funcionários e consegui entregá-la em 2010, com 6 mil e 100. Mais que dobrado, o número de médicos, o número de enfermagem. Os agentes comunitários de saúde que na época tinham apenas o vínculo celetista, foram reenquadrados por iniciativa minha para que tivessem o vínculo de estatutários, e pudessem ter estabilidade no seu trabalho, ganharam liberdade para ter sua vida independente de pressões cíclicas de alternâncias políticas.

     Em 2005, nós levantamos a necessidade de aumentar o tempo de amamentação em Campo Grande,  tinha um tempo de aproximadamente 2 meses 20 dias de amamentação das mulheres, foi feito um trabalho muito grande com rodas de amamentação, trabalho em parceria com as pastorais, com as comunidades, conseguimos levar Campo Grande a ser a capital de maior período de amamentação do Brasil ultrapassando 6 meses e meio, tempo médio numa capital.

     Ao entrar a taxa de mortalidade infantil era de 12,8 mortos por 100 mil nascidos vivos, muitos diziam que não havia mais margem para baixar a mortalidade infantil. Nós  fomos a primeira cidade, naquela época a baixar para um digito, entregamos a cidade com menos de nove mortos por 100 mil, igualando a índices europeus e sendo a cidade com a maior redução de mortalidade infantil do período.

   Conseguimos fazer com que Campo Grande  tivesse o calendário de vacinações mais amplo do Brasil, e o maior índice de vacinação de todas as doenças preventivas do país.

   Nós ganhamos por duas vezes o Prêmio de Melhor Sistema de Saúde Bucal do Brasil. Fomos a primeira cidade a colocar dentistas de plantão 24 horas em todas as unidades de saúde de pronto atendimento. Ampliamos o serviço bucal para todas as áreas da odontologia.

   Fomos pioneiros na recuperação de ônibus escolares, os quais estavam abandonados, e transformamos num programa chamado OdontoMóvel, que atendia somente as crianças dos CEINF’s. São quatro ônibus que fazem a cobertura da odontologia, ampliando o atendimento que antes era dos cinco aos 10 anos, e passou a atender do bebe ao adolescente. Fazendo uma grande revolução, reduzindo o número de cáries, diminuindo drasticamente todas as doenças provocadas por falta de cuidados bucais.

     Pegamos Campo Grande com um número muito baixo de UTI’s. Quando assumi eram 12 neo natais para as crianças pré maturas, conseguimos recuperar e ampliar leitos. Entregamos 60 leitos de UTI’s neonatal e mais leitos intermediários, mais que dobramos o número de leitos de adultos em todos os hospitais da nossa rede.

    Nós batemos todos os índices de produção de atendimento médico, conseguimos permanecer durante quatro anos e oito meses sem nenhum tipo de desabastecimento de medicamentos na nossa rede. Foi  o maior período de abastecimento da história da saúde de Campo Grande.

   Essas conquistas que foram fruto de gestão, não poderiam ser maiores pela falta de recursos, principalmente do governo estadual e federal a serem alocados ao sistema de saúde.


Carreira política    

    Em 2010, ainda como Secretário de Saúde, solicitei o afastamento do cargo, porque via que o SUS quanto mais melhorava na capital, se mostrava frágil no interior e em outros estados. Campo Grande passou a ser um sistema de saúde extremamente sobrecarregado por pessoas de outros estados, Acre, Rondônia, por todos os municípios do interior do Estado, por pacientes vindos do Paraguai, da Bolívia, que são os países mais carentes, mais pobres da América do Sul.

     Com este quadro, vendo que não era possível melhorar o sistema de saúde, melhorando só o de Campo Grande e que esse distanciamento entre outros sistemas de saúde, fazia com que esse sistema de Campo Grande ficasse extremamente sobrecarregado, é que eu entendi que o momento era de tentar lutar por uma política nacional do SUS e que pudesse melhorar o sistema de saúde de todos os municípios e de outros estados e isso só seria possível participando da Câmara dos Deputados, no Congresso Nacional, já que o SUS é uma política nacional onde seu financiamento e princípios de gestão nascem da Câmara Federal e do Ministério da Saúde.
    
     Por isso me candidatei a Deputado Federal sem nunca ter sido Deputado Estadual ou Vereador. Fui  bem apoiado e bem recebido pela população de Mato Grosso do Sul, quando tive uma votação de 78.733 votos em todos os municípios de MS.


Deputado Federal     

   Com essa responsabilidade de ter sido eleito para um mandato de 2010 a 2014, eu tomei posse no dia 1º de fevereiro de 2011 para essa 54ª legislatura.

    Ao chegar a Câmara dos Deputados, percebi que a dinâmica de trabalho é toda feita pelos trabalhos nas comissões. São 21 comissões permanentes na Casa. Cada  deputado tem que freqüentar como titular e como suplente de outra.

   Em 2011, fui indicado como membro titular na Comissão de Seguridade Social e Família, nessa comissão onde são discutidas saúde, previdência social e todos os assuntos ligados a família para que sejam feitas análises, relatórios e a votações de mérito para que esses temas cheguem ao plenário e que possam se tornar lei.

   A outra comissão que participei no primeiro ano, foi a Comissão de Relações Exteriores, como membro suplente. Logo me candidatei e fui eleito para o MERCOSUL. Passei a integrar como um dos 27 Deputados Federais brasileiros, uma cadeira no Parlasul, Parlamento do MERCOSUL.

     Isso me levou a contato com parlamentares do Uruguai, Argentina, Paraguai e também, os da Bolívia e Chile que eram membros assistentes. Lá começamos uma discussão sobre o problema das drogas e essa discussão eu estendi para o Congresso Brasileiro.

   No primeiro ano nós fizemos um levantamento do problema das drogas no Brasil e na América do Sul. Nesse trabalho fui designado Relator para todo o Centro Oeste. Levantei todo o problema das fronteiras brasileiras, entrei na Bolívia e no Paraguai para reconhecer os problemas que levam esses países a serem os maiores produtores de droga consumidos no Brasil e no Mundo.

   Analisamos o eixo da comunicação de todas as campanhas que foram feita no Brasil sobre drogas e o enfoque que foi dado à juventude. Estudamos a política de segurança pública, tanto das fronteiras com a Polícia Federal, como a Polícia Rodoviária Federal e as encontramos sem os equipamentos necessários, sem scanner, sem tecnologia de última geração, sem aparelhos para monitorar uma imensa fronteira seca.

    Ali também iniciamos um trabalho no eixo da prevenção, onde avaliamos toda a política de esporte brasileira que é praticamente nula,  sem política de base. Saímos com uma legislação que aumentou a pena para o tráfico de drogas, forçou o governo federal a abrir a internação prolongada para os pacientes químicos dependentes, aumentamos o número de CAPSÁlcool e Drogas em todo o território nacional, trouxemos para agenda das famílias a discussão sobre o crack, com matérias de repercussão nacional.

     Logo no segundo ano do mandato, me candidatei à presidência da Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF). É muito raro no Congresso Nacional, um parlamentar de primeiro mandato, presidir uma comissão permanente naquela casa. Não recordo de nenhum deputado de nosso estado que tenha conseguido ser presidente de uma comissão permanente em seu primeiro mandato.

     Presidi a CSSF onde falava pelo Congresso Nacional, no mesmo status, no mesmo nível que um Ministro fala pelo Executivo, eu falei pelo legislativo brasileiro  em 2012.

    Como os temas relacionados às pessoas com deficiência são muito abandonados e de difícil pauta, eu os destravei todos. Lá aprovamos a revisão da lei de aposentadoria para pessoas com deficiência, que podem agora se aposentar mais cedo por conta desse trabalho.

    Foi lá que colocamos a nova lei sobre a pessoa com autismo, fizemos a legislação que deu garantias trabalhistas a todas as domésticas do Brasil. Foi na presidência da CSSF que conseguimos votar a regulamentação de todos os gastos em saúde no Brasil, proibindo o governo de lançar como saúde, recursos de outras áreas que eram lançados como saúde, prejudicando toda a população.

    Foi um ano de representação do Brasil que me levou ao Uruguai, a Argentina, ao Panamá, a República Dominicana, me levou a Alemanha levando a força dessa representação oriunda das urnas para que a gente colocasse o Brasil na agenda de um estado de bem estar social.

   Em 2013 o debate maior na Câmara dos Deputados foi o debate travado no capitulo da saúde pública. O governo federal pressionado pelas manifestações de rua, realizou um projeto muito eleitoreiro de fazer um convênio com Cuba para trazer médicos cubanos e forçou, quebrou um histórico de certificação dentro do território nacional de mais de 300 anos quando o Brasil decidiu que para trabalhar como médico no Brasil você teria, a Nação brasileira teria que ter certeza do conhecimento dessas pessoas.

    O governo não mais exigiu provas, tratou esses trabalhadores, não como trabalhadores individuais, mas como trabalhadores de um país como uma commodity, atingindo os trabalhadores, retendo seus salários retendo seus documentos, proibindo seu deslocamento livre no território brasileiro permitindo que supervisores do regime de Cuba fizessem esse tipo de fiscalização política de suas atividades e isso mereceu de minha parte a mais veemente condenação.

    Essa atuação no primeiro ano me incluiu entre os mais atuantes do Congresso. No segundo ano, eu já era um dos 150 mais influentes e no terceiro ano a revista Veja me apontou como o sétimo melhor Deputado Federal do País, por conta dessa luta intransigente pelas políticas sociais.

    Foi de uma luta como essa que nós conseguimos garantir 10% no Plano Nacional de Educação, foi de uma luta dessas que conseguimos colocar como emenda, uma meta para que até 2025 as escolas brasileiras sejam todas de período integral. É dali que saiu a luta para houvesse ampliação das creches ou CEINFs para todo o território nacional, sendo que MS tem um déficit muito grande em educação infantil.

   Nessa época me levou a fazer também mais um estudo junto com a Universidade de Harvard e USP, para que gente pudesse trabalhar com a primeira infância, que é a tomada de decisão em todos os níveis da sociedade pensando na primeira infância, já que isso parece ser a vanguarda das políticas públicas mundiais.

   É ali que nós travamos uma luta, questionando a Copa do Mundo, questionando a falta de esporte de base, questionando gastos abusivos, ali foi feita a luta pela fiscalização de recursos da saúde, provocações ao Tribunal de Contas da união, onde solicitamos esclarecimentos sobre verbas hospitalares, verbas sobre Conselhos Federais, e fizemos também um trabalho com todas as profissões, ali pela minha iniciativa, a equipe dos CTI’s brasileiros passaram a contar com um dentista dentro de sua equipe para tratamento da saúde bucal, é dali que saiu a luta pelo piso nacional da assistência social e a garantia das 30 horas, dali saiu a luta dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.

    No período desse mandato houve uma polêmica extremamente intensa, na questão da psicologia e projetos de lei que cerceavam o direito dos conselhos de psicologia de fm as suas regulamentações, onde eu procurei mediar esse debate, onde os conselhos pudessem ter a autonomia de que através da ciência pudesse regulamentar.

     Nesse mandato, eu priorizei emendas para as políticas sociais, recursos para a saúde, recursos para a educação, recursos para a cultura, principalmente para o audiovisual, recursos para o esporte, ultrapassaram nesse mandato mais de 15 milhões de reais em recursos para o Mato Grosso do Sul, distribuídos para os diferentes municípios do nosso estado. 

 

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